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André Salgado – Clínica Médica no Rio de Janeiro – RJ

Você deita na cama exausto, mas o sono simplesmente não vem? Ou acorda no meio da madrugada e fica olhando para o teto até o dia amanhecer? Se isso acontece com frequência, você pode estar enfrentando um problema de saúde real e muito mais comum do que imagina – a insônia.

Dormir mal de vez em quando é normal. Mas quando as noites maldormidas viram rotina, o corpo e a mente começam a cobrar a conta.

Neste artigo, você vai entender o que é a insônia, por que ela acontece, quais são os sinais de alerta e, principalmente, o que fazer para voltar a ter noites de sono de verdade.


Quem é o Dr. André Salgado?

O Dr. André Salgado é médico especialista em Clínica Médica e Terapia Intensiva, formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com residência médica também pela UERJ e título de especialista em Terapia Intensiva pela AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira).

São mais de 20 anos de experiência cuidando de pacientes com as mais diversas condições de saúde, incluindo queixas que muita gente acha que “não têm solução”, como a dificuldade para dormir.

O que diferencia o atendimento do Dr. André é algo que se tornou raro na medicina moderna: tempo e atenção de verdade para você. A primeira consulta tem duração média de 1 hora e 30 minutos, tempo necessário para investigar a fundo as causas do problema, e não apenas receitar um remédio para dormir.

Atende de forma presencial no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, e também por telemedicina.

“O sono perdido quase nunca é o problema em si. É um sinal de que algo precisa de atenção. Meu compromisso é descobrir a verdadeira causa e devolver a você o direito de dormir bem.”

Dr. André Salgado, médico especialista em clínica médica, que investiga e trata a insônia, em seu consultório no Rio de Janeiro

Dr. André Salgado, especialista em Clínica Médica e Terapia Intensiva, com mais de 20 anos de experiência — atendimento presencial no Jardim Botânico (RJ) e por telemedicina.


O que é insônia?

Insônia é a dificuldade persistente para iniciar ou manter o sono, mesmo quando a pessoa tem tempo e condições adequadas para dormir.

Esse último ponto é importante: existe uma diferença entre insônia e simplesmente dormir pouco. Quem dorme pouco por falta de tempo (trabalho, filhos, estudos) consegue dormir rapidamente quando tem a oportunidade. Já quem tem insônia não consegue dormir mesmo com tempo e ambiente adequados.

Para entender o que é considerado “normal”: a maioria das pessoas bem descansadas adormece em cerca de 10 a 20 minutos e passa menos de 30 minutos acordada durante a noite. Quem tem insônia costuma levar mais de 30 minutos para pegar no sono, ou passa mais de 30 minutos acordado no meio da madrugada.

O problema pode se manifestar de três formas principais:

  • Dificuldade para pegar no sono: você deita e demora muito para adormecer.
  • Sono interrompido: você acorda várias vezes durante a noite ou no meio da madrugada e não consegue voltar a dormir.
  • Despertar precoce: você acorda muito cedo, pelo menos 30 minutos antes do horário desejado, e não consegue mais dormir.
Infográfico sobre as três formas de insônia: dificuldade para pegar no sono, sono interrompido e despertar precoce

A insônia se manifesta de três formas: dificuldade para adormecer, sono interrompido durante a noite e despertar cedo demais — sempre apesar de ter tempo e ambiente adequados para dormir.

Insônia de curta duração e insônia crônica

A insônia é classificada de acordo com quanto tempo dura.

Insônia de curta duração (aguda) Costuma durar alguns dias ou semanas e surge em resposta a uma situação identificável: a perda de um emprego, a morte de alguém querido, uma separação, uma discussão ou um período de muito estresse. Por definição, dura menos de três meses e tende a melhorar quando a situação se resolve ou quando a pessoa se adapta a ela.

Às vezes, porém, o problema persiste. Isso costuma acontecer quando, durante a fase aguda, a pessoa desenvolve maus hábitos de sono que acabam perpetuando a dificuldade.

Insônia crônica É quando os sintomas acontecem pelo menos três vezes por semana e persistem por três meses ou mais. Na prática, muitas pessoas com insônia crônica convivem com o problema há anos. Algumas lembram de um evento estressante que deu início a tudo; outras relatam dificuldade para dormir desde sempre, sem um gatilho claro.

Infográfico comparando insônia e falta de tempo para dormir: quem dorme pouco adormece rápido quando pode, quem tem insônia não consegue dormir mesmo com oportunidade
A insônia é diferente de apenas dormir pouco: ela acontece mesmo quando há tempo e condições adequadas para dormir, e prejudica o dia seguinte.


Quais são as causas da insônia?

O problema raramente tem uma única causa. Na maioria das vezes, é o resultado de uma combinação de fatores físicos, emocionais e de hábitos. Entre os mais comuns:

Estresse e ansiedade Preocupações com trabalho, finanças, família ou saúde mantêm a mente acelerada na hora de dormir. Essa é uma das causas mais frequentes de noites maldormidas.

Depressão e ansiedade Vão além do estresse do dia a dia. A depressão e os transtornos de ansiedade têm uma ligação muito forte com o sono e frequentemente caminham junto com a dificuldade para dormir, em uma relação de mão dupla.

Maus hábitos de sono (higiene do sono) Usar o celular na cama, dormir em horários irregulares, cochilar demais durante o dia ou tomar café à noite atrapalham diretamente o descanso.

Condições de saúde Dores crônicas, refluxo, problemas na tireoide, doenças do coração, asma e outras condições podem prejudicar o sono. Por isso é tão importante investigar a fundo.

Medicamentos Vários remédios podem atrapalhar o sono como efeito colateral, entre eles alguns para pressão, asma, depressão, além de corticoides e diuréticos. Rever a lista de medicamentos em uso faz parte da investigação.

Cafeína, álcool e nicotina Estimulantes consumidos à tarde ou à noite atrapalham o sono. O álcool, apesar de dar sono no início, fragmenta o descanso na segunda metade da noite.

Fatores ambientais Luz, barulho, temperatura inadequada e um colchão ruim também afetam a qualidade do sono.

Infográfico com as principais causas da insônia: estresse, maus hábitos de sono, condições de saúde, medicamentos, cafeína e ambiente

As causas da insônia costumam se combinar: estresse e ansiedade, maus hábitos de sono, condições de saúde, alguns medicamentos, cafeína e álcool, e fatores do ambiente do quarto.


Quais são os sintomas da insônia?

O quadro vai muito além de dormir pouco. A marca registrada da insônia é que ela também prejudica o seu dia seguinte. Você pode sentir:

  • Dificuldade para adormecer mesmo se sentindo cansado
  • Acordar várias vezes durante a noite
  • Acordar muito cedo e não conseguir voltar a dormir
  • Sensação de sono “não reparador”, acordando como se não tivesse dormido
  • Cansaço e baixa energia durante o dia
  • Dificuldade de concentração e memória
  • Irritabilidade, mau humor ou alterações de humor
  • Mais erros e acidentes, no trabalho ou dirigindo
  • Preocupação constante com o próprio sono

Esse último item merece atenção. Muita gente com insônia entra em um ciclo difícil: a pessoa não consegue dormir, começa a se preocupar com o quanto isso vai atrapalhar o dia seguinte, e essa própria preocupação aumenta a tensão e dificulta ainda mais o sono. Reconhecer esse ciclo é um passo importante do tratamento.

Vale notar uma diferença: sentir muito cansaço durante o dia é comum na insônia, mas cair no sono sem querer durante o dia (ao volante, no trabalho, assistindo TV) é incomum e pode indicar outro problema do sono, como apneia. Isso merece avaliação específica.


O que pode ser confundido com insônia?

Nem toda dificuldade para dormir é insônia. Algumas condições têm sintomas parecidos, mas exigem tratamentos diferentes. Por isso a avaliação médica é tão importante. Entre as principais:

Você dorme pouco, mas acorda bem Algumas pessoas precisam naturalmente de menos horas de sono e se sentem descansadas mesmo dormindo menos de 7 horas. Se não há prejuízo durante o dia, isso não é insônia, é apenas uma característica individual.

Síndrome das pernas inquietas É aquela sensação incômoda nas pernas, com uma vontade quase incontrolável de movê-las, que piora quando você está parado ou deitado e melhora ao se movimentar. Pode dificultar muito o início do sono e tem tratamento próprio.

Apneia do sono Quem ronca alto, ou cujo parceiro percebe “pausas na respiração” durante o sono, pode ter apneia. Nesse caso, a pessoa acorda várias vezes sem saber por quê, e costuma sentir muito sono durante o dia. Tratar a apneia muitas vezes resolve a “insônia”.

Relógio biológico desregulado (“coruja” ou “cotovia”) Algumas pessoas têm um relógio interno naturalmente atrasado (dormem e acordam muito tarde) ou adiantado (dormem e acordam muito cedo). Se, ao dormir no seu próprio horário, a pessoa dorme bem, o problema pode ser de ritmo, e não insônia propriamente dita.

Infográfico sobre o que pode ser confundido com insônia: síndrome das pernas inquietas, apneia do sono, relógio biológico desregulado e dormir pouco naturalmente

Nem toda noite maldormida é insônia: pernas inquietas, apneia do sono e desajustes do relógio biológico têm sintomas parecidos, mas tratamentos diferentes.


Insônia raramente vem sozinha

Um ponto importante: a insônia costuma aparecer junto com outras condições de saúde, e nem sempre dá para saber qual veio primeiro. Entre as mais associadas estão depressão, ansiedade, dores crônicas, refluxo, problemas na tireoide, doenças do coração e do pulmão, além da menopausa.

A boa notícia é que reconhecer essas conexões não complica o tratamento, pelo contrário. Tratar ao mesmo tempo a insônia e a condição associada costuma trazer resultados muito melhores do que cuidar de apenas uma das duas. É exatamente aqui que o olhar amplo de um especialista em clínica médica faz diferença.


Como é feito o diagnóstico da insônia?

O diagnóstico é principalmente clínico, ou seja, feito por meio de uma boa conversa com o médico. Não existe um único exame que detecta o problema sozinho.

Os médicos usam quatro critérios principais para confirmar a insônia:

  1. Dificuldade para iniciar o sono, para mantê-lo ou despertar cedo demais.
  2. Esses problemas acontecem mesmo havendo tempo e condições adequadas para dormir.
  3. Existe um prejuízo durante o dia (cansaço, irritabilidade, falta de concentração, entre outros).
  4. A dificuldade não é explicada apenas por outra doença ou pelo uso de algum medicamento.

Na consulta, o médico vai investigar como, quando e há quanto tempo o problema começou, seus hábitos e sua rotina, seu nível de estresse e estado emocional, outras doenças, os medicamentos que você usa e o consumo de café, álcool e energéticos.

Uma ferramenta simples e muito útil é o diário do sono: por cerca de duas semanas, você anota os horários em que foi para a cama, quanto tempo levou para dormir, quantas vezes acordou e como se sentiu ao acordar. Isso ajuda o médico a enxergar o padrão real do seu sono, sem depender só da memória.

Como depressão e ansiedade andam muito junto com a insônia, o médico também pode aplicar questionários rápidos para rastreá-las. Em alguns casos, pode pedir exames de sangue (para investigar a tireoide, por exemplo) ou encaminhar para um estudo do sono (polissonografia), especialmente se houver suspeita de apneia.


Qual é o tratamento para a insônia?

A boa notícia é que existe tratamento, e, na maioria das vezes, ele não depende de remédios para dormir. A abordagem é individualizada e costuma combinar várias estratégias.

Mudanças nos hábitos de sono (higiene do sono) A base do tratamento. Inclui ajustar horários, melhorar o ambiente do quarto e rever os hábitos antes de dormir (veja as dicas práticas na próxima seção).

Terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) É o tratamento mais eficaz e duradouro para os casos crônicos, segundo as evidências científicas. Ajuda a quebrar aquele ciclo de preocupação e maus hábitos ligados ao sono, muitas vezes com resultados melhores que os de medicamentos.

Tratamento das causas Se o problema for causado por outra condição, como estresse, ansiedade, refluxo, tireoide, dor ou apneia, tratar a causa resolve a questão na raiz.

Medicamentos (quando necessário) Em alguns casos, o médico pode indicar medicação por tempo limitado e com acompanhamento. Eles ajudam, mas raramente são a solução isolada, e nunca devem ser usados por conta própria.

⚠️ Importante: remédios para dormir não devem ser usados sem orientação médica. O uso prolongado por conta própria pode causar dependência e mascarar a real causa do problema.

Infográfico sobre o tratamento da insônia: higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental, tratar as causas e medicamentos

O tratamento da insônia combina higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental e o cuidado das causas — e, na maioria dos casos, não depende de remédio para dormir.


Dicas para dormir melhor a partir de hoje

Algumas mudanças simples na rotina já podem fazer uma grande diferença na qualidade do seu sono:

  1. Tenha horários regulares. Deite e acorde sempre nos mesmos horários, inclusive nos fins de semana.
  2. Crie um ritual relaxante antes de dormir, como um banho morno, leitura leve ou respiração calma.
  3. Desligue as telas pelo menos 30 a 60 minutos antes de deitar. A luz do celular atrapalha o sono.
  4. Evite cafeína e energéticos à tarde e à noite.
  5. Cuidado com o álcool, que atrapalha o sono profundo.
  6. Deixe o quarto escuro, silencioso e fresco.
  7. Use a cama só para dormir, não para trabalhar ou ver TV.
  8. Pratique atividade física durante o dia, mas não muito perto da hora de dormir.
  9. Evite cochilos longos durante o dia.
  10. Se não conseguir dormir, levante, faça algo calmo e volte para a cama só quando sentir sono.
Infográfico com dicas para dormir melhor e combater a insônia: horários regulares, ritual relaxante, menos telas, menos cafeína e quarto escur

Pequenas mudanças na rotina ajudam a vencer a insônia: horários regulares, ritual relaxante, menos telas à noite, menos cafeína e um quarto escuro e silencioso.


Quando procurar um médico?

Você deve procurar ajuda médica se:

  • A dificuldade para dormir acontece há mais de três semanas
  • O cansaço está atrapalhando seu trabalho, seus estudos ou seus relacionamentos
  • Você depende de remédios ou álcool para conseguir dormir
  • Acorda cansado mesmo após várias horas na cama
  • Ronca alto ou alguém percebeu que você “para de respirar” enquanto dorme
  • Sente uma vontade incômoda de mexer as pernas ao deitar
  • O problema vem acompanhado de tristeza, ansiedade ou desânimo persistentes

Não encare as noites maldormidas como algo “normal” que você precisa apenas suportar. Dormir bem é possível, e o primeiro passo é entender a causa.


Perguntas frequentes sobre insônia

Insônia tem cura? Na maioria dos casos, sim. Quando a causa é identificada e tratada, seja estresse, maus hábitos ou outra condição, a tendência é que o sono volte ao normal. Os casos crônicos respondem muito bem à terapia cognitivo-comportamental.

Tomar remédio para dormir faz mal? Os medicamentos podem ajudar em situações específicas, mas só devem ser usados com orientação médica e por tempo limitado. O uso por conta própria pode causar dependência e esconder a verdadeira causa.

Quantas horas eu preciso dormir? A maioria dos adultos precisa de 7 a 9 horas de sono por noite. Mas a qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade, e algumas pessoas naturalmente precisam de um pouco menos.

Estresse causa insônia? Sim. O estresse e a ansiedade estão entre as principais causas. A mente acelerada dificulta o relaxamento necessário para dormir, e tratar o estresse costuma melhorar muito o sono.

Dormir mal pode ser sinal de outra doença? Pode. Problemas na tireoide, apneia do sono, refluxo, depressão, síndrome das pernas inquietas e dores crônicas estão entre as causas possíveis. Por isso é importante uma avaliação médica completa.

Infográfico com perguntas frequentes sobre insônia: se tem cura, uso de remédios, horas de sono e relação com estresse

Tire as principais dúvidas sobre insônia: na maioria dos casos ela tem solução quando a causa é identificada e tratada.


Conclusão: dormir bem muda a sua vida

A insônia não é frescura nem fraqueza. É um problema de saúde real, com causas que podem e devem ser investigadas. E, na grande maioria dos casos, tem solução.

Noites de sono de verdade transformam tudo: mais energia, mais clareza mental, mais saúde e mais qualidade de vida.

Com mais de 20 anos de experiência, o Dr. André Salgado investiga a fundo o que está tirando o seu sono e monta um plano de tratamento personalizado, no Jardim Botânico (Rio de Janeiro) ou pela telemedicina.

Você não precisa conviver com noites maldormidas. O primeiro passo para voltar a dormir bem é entender por que você não está dormindo.

Dr. André Salgado, médico especialista em clínica médica, que investiga e trata a insônia, em seu consultório no Rio de Janeiro

Dr. André Salgado, especialista em Clínica Médica e Terapia Intensiva, com mais de 20 anos de experiência — atendimento presencial no Jardim Botânico (RJ) e por telemedicina.

Veja também:

https://www.einstein.br/n/glossario-de-saude/insonia

https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/alimentacaoebemestar/insonia-10-dicas-para-dormir-melhor

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